sábado, 8 de maio de 2010

2006

Um dia conheci um homem, que não perguntou o que faço, nem o que já fiz. Como se o passado não importasse... e não importa mesmo.
Ele só perguntou meu nome, e o que sinto - o que sempre achei que fosse o mais importante...
Perguntou se eu fazia planos, mas na época eu ainda era uma criança perdida nesse azedume que é viver.
Perguntou se eu era sozinha, mas sozinha sempre havia sido, mesmo estando com alguém...
Perguntou se eu sabia amar, o que no fundo, eu sabia sim, mas só as pessoas erradas... decidi não responder.

Ficamos no silêncio por alguns momentos.

E ele, então, me encheu de palavras de conforto, afeto, frases, planos e esperanças.
E eu, então, o amei desesperadamente.