sexta-feira, 12 de março de 2010

Irmã mais velha

Abri um livro antigo hoje e encontrei você... estava guardada e quietinha ali no fundo, talvez achando que eu não iria te notar, mas é impossível ignorar algo que esteve presente no meu coração por tanto tempo.

Peguei você com todo o cuidado possível e te acariciei de leve com os dedos, mas tão leve a ponto de me fazer desconfiar que realmente sentiu. Não sei, tenho tanto medo de quebrar você, parece tão frágil em minhas mãos depois de tudo, me dá uma sensação de culpa tão grande com o que aconteceu, como se eu quisesse te consertar após ter quebrado tantas e tantas vezes... Juntar seus pedaços e te fazer de volta pra mim.


Sinceramente, eu ainda nem sei por que fez isso comigo... Por que me trocou depois de me cativar tanto, depois de se tornar necessária para mim ?!

Mas ainda não perdi completamente minhas esperanças, ainda acho que lembrando e tratando você - na verdade o que deixou pra mim - bem, de pouquinho em pouquinho ainda vai vai fazer você voltar... Eu sei, é ingenuidade minha sim, mas eu não tenho mais nenhuma outra escolha ! Quando você se foi, não me disse como seria, não me disse o que sentia, nem o que queria, e nem aonde estaria...


Eu não sabia que sentiria um peso tão grande, uma parte tão grande de mim vazia; e agora, estou sem rumo, sem rota e sem você pra me guiar como antigamente; sem você pra me dizer o que é errado, e sem você pra me dar todos os bons conselhos de que tanto preciso agora.